Conheça os carros usados pelos presidentes desde a proclamação da república

carros de presidentes

Faz parte da história política do país a participação dos carros de presidentes ao longo dos anos. E, embora o clássico Rolls Royce 1953 seja o primeiro exemplar que vem à memória quando se pensa nisso, ele não é o único modelo possível em frotas presidenciais. Ao contrário, ao longo de todo o histórico presidencial, vários modelos icônicos passaram pelas garagens dos representantes do país. Em um dia onde se relembra o ato de Proclamação da República do país, faz sentido conhecer itens curiosos que fizeram parte do momento. E, nós reunimos aqui tudo o que você precisa sobre o assunto.

Então, para conhecer os carros de presidentes mais famosos da história, desde a Proclamação da República, continue com a gente neste post!

O primeiro carro presidencial

A verdade é que, o primeiro veículo motorizado a fazer parte da frota presidencial apareceu apenas em 1907. Logo, isso veio a acontecer 18 anos após a Proclamação da República. À época, os representantes ministeriais já estavam motorizados. Não apenas eles, mas, outras 66 pessoas já aproveitavam as maravilhas do mundo motorizado, já que esse era o número de veículos já rodando no Rio de Janeiro. Enquanto isso, o presidente Affonso Pena ainda desfilava com charretes.

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Foto: Reprodução – Motor1

Conforme publicações da época, o modelo era totalmente inovador: “É um carro de aparência elegante lembrando muito os automóveis elétricos, porque tem o aparelho motor, composto de quatro cilindros separados, sob as almofadas do chauffeur”.

O modelo da marca francesa Charron, Girardot & Voigt apresentava boas características para a época. Inclusive, estavam presentes aspectos de sofisticação como forro de casimira bege, lugares para 4 pessoas, buzina, tímpano e relógio, dentre outras opções. Além disso, haviam outros pontos importantes na mecânica, como um chassi produzido pela Mühlbacher et Fils, além de uma carroceria ao melhor estilo landaulet, que emprestava o estilo da charretes puxadas por cavalos ao novo modelo motorizado.

Evolução dos carros de presidentes

O próximo ícone entre os carros de presidentes foi o Willys Itamaraty Executivo. A propósito, o nome é uma referência à função que ele cumpriria. Então, em 1967, esse foi o modelo adotado especialmente pelo presidente Castelo Branco, escolha que também se repetiu no governo Costa e Silva.

Para a época, o veículo era um super avanço. Além do estilo e do charme que se espera de uma limousine, esse exemplar também trouxe itens bastante interessantes. É o caso, por exemplo, dos bancos de couro e do ar condicionado que já marcava presença nesse veículo. A ideia era oferecer tanto conforto quanto possível aos dignatários e personalidades da alta sociedade. Além de tudo, o modelo serviu também para direcionar a produção dos próximos sedãs, das fabricantes estabelecidas no mercado.

No governo Geisel, a ideia foi explorar a potência de um motor V8. Esse foi um sedã luxuoso que abriu espaço para a paixão por carros mais compridos. Além disso, a capacidade de desempenho era incrível, chegando a alcançar 100 km/h em apenas 13 segundos.

Também fez parte do histórico de carros de presidentes, o famoso Ford Landau. Não poderia ser diferente, já que o carro possuía grandes diferenciais como câmbio automático de 3 marchas, comandos internos de retrovisores, direção assistida e um excelente exemplar de tecidos nobres. Além disso, o interior era bastante ousado já que, além de nobre, o tecido também era vermelho. Essa foi, então, uma boa escolha para o governo de João Figueiredo e de José Sarney.

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Foto: Reprodução-WhichCar

Fernando Collor também trouxe para o rol dos carros importantes um grande modelo. Nesse caso, o Lincoln Continental passou a fazer parte do portfólio dos carros de presidentes. Entre os seus diferenciais estavam itens como computador de bordo, ar condicionado digital e controles no volante.

Mas, em se tratando do governo Collor, nada foi mais emblemático do que o Fiat Elba. Afinal, a perua chegou a ser uma das protagonistas do impeachment do presidente, por ter sido comprada com um cheque de uma conta fantasma. Após a descoberta da questão, foram revelados também outros detalhes de esquemas envolvendo o presidente. Assim, o processo de destituição do poder de Collor acabou sendo inevitável.

O último entre os considerados históricos hoje, foi o Opala, escolhido para carregar o presidente Itamar Franco. Suas características de potência fazem sucesso até hoje e o modelo é muito desejado entre os apaixonados por clássicos. No caso do carro presidencial, tratava-se de um potente motor com 6 cilindros e capacidade de tanque de 3.8 litros.

Foto Reprodução Reprodução Matel
Foto Reprodução Matel

Embora tenha durado apenas 10 anos, o Opala Diplomata 1992 certamente marcou a categoria de carros de presidentes. O modelo utilizado por Itamar Franco, inclusive, tratava-se da despedida do modelo. Assim, a versão trouxe aspectos importantes como freios a disco nas quatro rodas, câmbio manual de 5 marchas e uma barra estabilizadora traseira. Todos aspectos contribuíram para que o carro seja hoje um dos exemplares mais raros e valiosos do Opala.

De Fernando Henrique a Bolsonaro

Entre os carros de presidentes também existiu uma era moderna. E, tecnicamente, ela começou em Fernando Henrique Cardoso que escolheu o Omega, da GM, como carro presidencial em seu primeiro mandato. Desde essa época já se valorizava muito os faróis de milha e os bancos bipartidos que o veículo trouxe. Já em seu segundo mandato, a escolha foi pelo Holden Commodore, que também acabou conhecido como Omega.

As especificações do veículo incluíam um motor Buick V6 3.8. Entretanto, algum tempo depois, essas configurações foram substituídas por 3.8, também V6 que apresentava um desempenho mais estruturado, com comandos de válvulas nos cabeçotes.

No governo Lula aconteceu a estreia dos blindados entre os carros de presidentes. Embora a sua escolha também tenha sido por um Omega, nesse caso, se tratava de um potente V6, com câmbio automático de 6 marchas. Além disso, o carro apresentava um desempenho maior do que o convencional, por causa dos 36.72 kgfm de torque, aumento de 38 cv e injeção direta de combustível. Com esse conjunto de elementos, o carro era capaz de ir de 0 a 100 km/h em apenas 6,8 segundos. Para o seu segundo mandato, o carro presidencial passou a ser um Ford Fusion híbrido.

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Foto: Reprodução Wikipédia

Dilma Roussef deu continuidade ao uso da Ford como fabricante do carro presidencial. Entretanto, dessa vez a escolha foi pelo Edge. Assim, a frota de carros de presidentes foi composta por 12 desses modelos. Do total de aquisições, apenas dois deles não eram blindados. A aquisição aconteceu por meio de um pregão virtual e recebeu muitas críticas na época. Especialmente porque, o governo federal havia acabado de aumentar o IPI.

Com Michel Temer o Omega voltou às pistas. Assim, embora o comboio tenha sido composto de veículos de diversas marcas, esse era o mais comum de ser visto sendo utilizado pelo presidente. Suas especificações incluíam características importantes como um motor V6, 3.0, com possibilidade de potência de 223 cv. Com toda essa potência reunida, o carro era capaz de ir de 0 a 100 km/h em apenas 7,9 segundos. Além disso, o carro possuía um câmbio automático de 5 marchas.

Além desse, fizeram parte da frota do presidente outros carros luxuosos como o Audi A6 2003 e o Vectra Elite 2006. Esse último, embora se tratasse de um sedã médio, reunia todas as características esperadas de um bom carro.

Governo atual

Por fim, chegamos ao governo Bolsonaro. Mais uma vez, a Ford incorpora a frota presidencial. Assim, o Fusion Hybrid fez parte do início da carreira presidencial de Jair Bolsonaro. Em seguida, o Fusion Titanium ganhou a parada, se tornando a nova escolha do presidente.

Nesse caso, não se trata apenas de um carro blindado, mas, de um referencial em resistência. Afinal, conforme as suas especificações, o Fusion Titanium pode aguentar até tiros de metralhadores de 9 milímetros. Além da própria estrutura, os pneus também possuem resistência especial contra tiros.

Entre os itens estão algumas características importantes com luzes intermitentes rotativas, tecnologias de varredura e monitoramento, GPS, rádio transceptor e até espaços específicos para suportar armamentos. Tudo isso sem mencionar o desempenho do veículo através de um potente motor 2.0 turbo, com 248 cv e 6 marchas. Ao que tudo indica, são configurações suficientes para manter intacta a segurança do presidente Jair Bolsonaro.

Rolls Royce

Embora não esteja na lista acima, o Rolls Royce é o mais clássico entre os carros de presidentes. Afinal, ele está na frota presidencial desde a década de 1950. Dessa forma, ele se tornou um símbolo do comboio nacional, e é visto em todas as apresentações presidenciais oficiais.

Foto: Reprodução - Grid Placas
Foto: Reprodução – Grid Placas

Esse também é um modelo histórico, já que foi o primeiro a ser fabricado após a Segunda Guerra Mundial. Aqui no Brasil ele chegou por meio de um presente. Afinal, o primeiro deles foi uma doação feita por Assis Chateaubriand ao presidente Getúlio Vargas. Para garantir a continuidade da tradição de utilização do modelo clássico, o Ministério das Relações Exteriores presentou a Presidência da República com o segundo modelo.

Apesar de toda a potência que exala, esse é o tipo de carro que possui uma especificação relativamente simples. Afinal, trata-se de um motor com 6 cilindros e capacidade para 4,6 litros. Além disso, o câmbio possui mecânica manual, com possibilidade de desenvolvimento de 4 marchas. Embora tenha sido restaurado e passe por constantes revisões, o modelo conserva o classicismo presente desde o primeiro exemplar.

Fabricado em 1952, o Rolls Royce Silver Wraith já conduziu todos os presidentes do Brasil em ocasiões diferentes. Assim, trata-se de um elemento bastante representativo na história do país. Como prova disso, até hoje, esse é o principal veículo utilizado em apresentações solenes e momentos icônicos como o desfile oficial do dia 15 de novembro. Conforme se pode observar, trata-se também de um símbolo da Proclamação da República.

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