Conheça os carros de uma marca com motor de outra

Nem todo mundo sabe mas, existem no mercado automobilístico alguns modelos de carros de uma marca com motor de outra. Nessas situações, determinados fabricantes recorrem a parcerias que forneçam motores para diversos modelos. De maneira geral isso representa uma tentativa de cortes de custos na fabricação.

Por óbvio, a redução de custos de fabricação está representada na dispensação do desenvolvimento de um motor exclusivo. Assim, ao invés de dedicar esforços em começar um projeto do zero, a fabricante pode se juntar à outra marca e utilizar uma versão já produzida. Essa política já acontece há bastante tempo e entre várias marcas. É possível ser vista a prática, por exemplo, entre a Aston Martin e a Dimler, entre a Mercedez e a Renault ou entre a Toyota e a Subaru. No Brasil, o histórico de utilização de modelos de carros de uma marca com motor de outra conta com a participação da Volvo e da Ford.

Abaixo estão relacionados os principais casos que se encaixam nessa categoria.

Fiat

A Fiat é um grande exemplo de carros de uma marca com motor de outra. Na verdade, essa é uma prática bastante comum para a fabricante. No passado, por exemplo, o Palio, o Stilo, o Doblô e outros tiveram o motor da fabricante Chevrolet. Nos casos mencionados tratava-se de um motor de 1,8 litros. Em seguida, o Punto e o Idea também tiveram seus motores frutos de uma dessas parcerias. Nos dias atuais, parcerias ainda são refletidas na produção da Toro e do Jeep Compass. Ambos compartilham projetos resultados do conjunto entre Chrysler, Hyundai e Mitsubishi.

Ford

A Ford também faz parte da gama de fabricantes que possui exemplos de carros de uma marca com motor de outra. Desde os anos 90 a prática já era vista no Escort e no Del-Rey. Ambos tiveram seus motores cedidos através de parceria com a Volksvagen.

Assim como a parceria com Volks, a Ford também desenvolveu um trabalho em conjunto com a Renault. Essa uma parceria antiga com nascimento em 1967. Um exemplo disso, e que poucos sabem, é a fabricação do tão famoso Corcel, cujo motor de 1.3 era de origem francesa. Ao longo dos anos o motor Renault ganhou evoluções pela Ford, segundo para 1.4 e, em seguida, para 1.6.

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Volkswagen

Em contrapartida, a Volkswagen também fez uso de motores da Ford. Alguns exemplos da marca de carros de uma marca com motor de outra são: o Gol, Voyage, Saveiro e Parati. Na ocasião eles foram dotados de um motor 1.6 por alguns anos. Entretanto, por mais incrível que possa parecer, a variação utilizada no Gol 1000, por exemplo, também não era uma criação da Ford.

Renault e Nissan

Na Renault e Nissan também há histórico de parcerias para utilização de outros motores. Na verdade, trata-se de uma aliança que possibilita que as duas fabricantes compartilham tecnologias de desenvolvimento de motores. Assim, é possível ver a utilização compartilhada do mesmo motor da marca francesa em modelos como o Kwid, Sandero, Logan, Duster, Captur, March, Versa e Kicks. Todos esses fazem uso dos motores 1.0 de 3 cilindros e 12 válvulas ou 1.6, com quatro cilindros e 16 válvulas.

Da mesma forma, os motores da Renault foram usados nas versões de entrada da Nissan Livina. Nesse caso, o motor utilizado era um 1.6 com 16 válvulas. Já as versões 1.8 já apresentaram uma estrutura diferente desenvolvida pela própria Nissan.

Peugeot

Como a maioria das fabricantes, a Peugeot também faz parte da lista de montadores com carros de uma marca com motor de outra marca. Sua ação mais visível nesse quesito se deu no Brasil, por ocasião da nacionalização da linha 206. Na época, não contava com um motor 1.0 para equipar o seu compacto e, por essa razão, recorreu a uma parceria a Renault. Assim, o powertrain 1.0, com 16 válvulas do Clio, da Renault, foi também utilizado pela Peugeot. O contrato de parceria durou apenas três anos, mas, foi tempo suficiente para que a Peugeot trouxesse para si a fabricação de um 1.4.

Além da parceria com a Renault a Peugeot também tem histórico de compartilhamentos de tecnologia com a Citröen. Nesse caso, trata-se de um trabalho em conjunto desenvolvido já por décadas que já não faz mais distinção entre os motores de uma ou de outra marca. Como exemplos atuais de modelos com mecânica compartilhada temos; o C3 e o 208, o C4 Lounge e o 408 e o C4 Grand Picasso com o 5008. O compartilhamento das tecnologias se estende, na verdade, para todos os demais aspectos de relação, já que as duas fabricantes se uniram formando o grupo Peugeot-Citröen.

Como se pode ver, a prática de compartilhamento de tecnologias não é algo tão incomum no mundo dos carros. Dessa forma, é natural encontrar no mercado um carro de uma marca com marca. A ideia de compartilhamento traz a redução de custos para as montadoras. Mas, o compartilhamento de técnicas também é algo vantajoso para a democratização do conhecimento.

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