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Rural: Conheça a sua história

A boa e velha Rural é um ícone da história automotiva no Brasil. A propósito esse foi a primeiro modelo a lembrar o que hoje conhecemos como SUV. O seu visual também lembrava um utilitário, inclusive, era usado pela própria Petrobrás nos dutos implantados na floresta amazônica.

Assim, uma das razões para o completo sucesso do veículo é exatamente a sua versatilidade. Assim, tanto na estrada quanto na cidade, o veículo cumpre um ótimo papel. Especialmente por ocasião do seu sucesso, era uma excelente alternativa para as ruas de paralelepípedos, e os trajetos cheios de subidas e descidas difíceis.

Ainda hoje a Rural ocupa um lugar bastante importante no imaginário do Brasileiro. E, agora é a hora de descobrir o porquê. Então, continue com a gente até o final deste post!

Foto: Reprodução/Blog do Car
Foto: Reprodução/Blog da Jocar

Como nasceu a Rural

A história na Rural é muito mais antiga do que a sua produção no Brasil. Afinal, embora tenha chegado aqui apenas depois da década de 1950, o utilitário começou a ser produzido ainda por volta de 1946, nos Estados Unidos. Por lá, o nome era Jeep Station Wagon, e o carro começou a tendência das carrocerias em metal.

Aqui no Brasil, o carro foi um sucesso. Como prova disso, o modelo chegou a ser produzido em várias versões possíveis. Desde tração 4×4, 4×2, com motores de vários tipos e opções variadas de cilindros.

Então, com espaço para toda a família, a Rural é um dos respeitados ancestrais dos utilitários. Além disso, o seu espírito aventureiro e condições todos os tipos de caminho, o veículo construiu o seu espaço. Como resultado, a sua versão picape fez parte da frota das Forças Armadas do Brasil, em 1961. Depois de um tempo, o modelo pôde ser vendido aos civis a partir de leilões.

A primeira Rural no Brasil

Desde 1952, a Rural já vinha sendo importada para o país, através da Willys Overland do Brasil. À época, o ícone vinha dos Estados Unidos e contava com motor de 4 ou 6 cilindros, que também eram utilizados nos veículos Jeep.

Mas, o sucesso foi tão grande que o veículo começou a ser produzido em terras tupiniquins apenas dois anos depois. Assim, já em 1956, embora com motores ainda importados, saíram para as ruas os primeiros exemplares produzidos em São Bernardo do Campo. Como bons representantes da criatividade brasileira, estavam disponíveis nas cores vermelho e branco, verde e branco ou azul e branco. Assim, esse foi intitulado como o primeiro veículo utilitário nacional.

Um tempo depois, a marca viu a chance de trazer para o mercado uma espécie de SUV. Embora os primeiros exemplares ainda contassem com as peças importadas e o mesmo visual americano, a ideia era oferecer um carro capaz de vencer os obstáculos das estradas brasileiras.

Foto: Reprodução/Blog da Jocar
Foto: Reprodução/Blog da Jocar

Evolução

Com o tempo, o carro ganhou também um motor nacional, aumentando o seu índice de nacionalização e enchendo o mercado de orgulho. Afinal, apenas um ano após o seu lançamento já se tinha um índice de 100% da produção local das peças. O motor em questão era produzido em Taubaté, com capacidade de 2.6 litros, 6 cilindros, à gasolina, com potência de 90 cv e 18,6 kgfm. Com toda essa configuração, segundo a Willys, o carro podia chegar a uma velocidade de 130 km/h, com uma aceleração capaz de ir de 0 a 100 km/h em apenas 34 segundos. Isso parece pouco para agora, mas era uma grande referência à época.

Os primeiros retoques da SUV vieram em 1960. Inclusive, esse foi o tempo em que o veículo recebeu uma nova carroceria e uma nova dianteira. Ou seja, várias alterações compuseram um visual novo, e igualmente desejado. A fim de atender a quem não precisava cumprir trechos muito acidentados, o carro ganhou tração 4 x 2. As próximas alterações tiveram também suspensão independente e molas helicodais.

Como era de se esperar, os anos trouxeram ainda mais novidades para a Rural. É o caso, por exemplo, do para-brisa elétrico em 65, o carburador calibrado em 66, novo painel e câmbio em 67, e muitas outras com o passar do tempo.

E, o fim da história

Mesmo com tanto sucesso, a crise do Petróleo trouxe implicações para a, agora, Ford Rural. A fim de se mostrar mais econômico, o modelo passou a adotar o motor 2.3 litros, que era o mesmo utilizado pelo Maverick. A ideia era que ficasse mais econômico, entretanto, perdeu também em potência, apresentando o desempenho de apenas 90 cv.

O próximo passo foi a retirada da Rural do mercado, em 1977. Afinal, ele já estava sendo considerado velho demais, após os mais de 30 anos de fabricação. Mesmo após a finalização da sua fabricação local, o veículo continua sendo um dos maiores desejos dos apaixonados por clássicos. E, convenhamos, a icônica Rural abriu as portas para os utilitários e SUV’s que viriam em seguida.

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